Qual a diferença entre uma aceleradora e uma empresa de inovação corporativa?

 

Qual a diferença entre uma aceleradora e uma empresa de inovação corporativa?

Tô de volta hoje para responder uma pergunta que volta e meia surge, seja entre potenciais clientes corporate, seja mesmo por startups que nos procuram em mentorias ou quem tenta entender, o que realmente faz a Startadora.

Sempre falamos que somos uma empresa de inovação corporativa e não uma aceleradora, ou consultoria e nem empresa de treinamentos. Que isso são, para nós, ferramentas para entregar inovação aos clientes.

Posso falar em outros posts no futuro sobre nossas diferenças com as consultorias ou empresas de treinamento, mas hoje eu quero me focar nas aceleradoras.

Entendendo o que é uma aceleradora

Entendendo o que é uma aceleradora

Eu já falei um pouco sobre nosso serviço de aceleração e os benefícios que ele pode ter para uma grande empresa, e se fez necessário falar como o modelo de aceleradores teve origem.

Citei rapidamente também as aceleradoras no post sobre o ecossistema de inovação corporativa, portanto é outro post que acredito que vai ajudar a dar mais força ao argumento desse post.

Então, sem nenhum romantismo, sabemos que uma aceleradora é um veículo para aumentar o valor de um ativo financeiro (que nesse caso são as startups aceleradas) para que, sendo participante de um percentual desses ativos, participem também da distribuição dos resultados de uma eventual venda, abertura de capital, ou até mesmo vendendo suas cotas para um investidor que ofereça uma quantia que os interesse.

Se você achou essa explicação complicada, vamos por em um exemplo:

Se uma startup é acelerada em um programa de uma aceleradora, e recebe R$ 100 mil reais por 10% significa que ela vale 10 vezes mais que esse valor, no nosso exemplo ela vale 1 milhão.

Digamos que depois de algumas rodadas de investimentos, essa mesma startup seja vendida por R$ 100 milhões. Os 10% da aceleradora agora valem R$ 10 milhões.

Isso significa que, no nosso exemplo, a startup se valorizou em 100 vezes desde a entrada da aceleradora, que ganhou 100 vezes mais do que investiu.

É claro que meu exemplo foi simplificado, para facilitar o cálculo, poderiam ter outras situações de entradas de outros investidores, e diluições de percentual, mas o racional é esse mesmo, ok?

Então é assim que uma aceleradora ganha dinheiro, pois os custos são mantidos por algum veículo financeiro também interessado nesse resultado, como já expliquei nos posts citados.

Explicando então a diferença

Explicando então a diferença

Pode parecer óbvio mas uma aceleradora oferece o serviço basicamente de… aceleração.

Ela resolve cabalmente o problema de quem precisa de uma aceleração de startups. Mas você pode se perguntar, então: A aceleração é um fim ou um meio?
Lembra do Job to be done? O cliente não quer aceleração… Quer resolver o problema dele!

Eles não acordam e pensam… “Ah se tivesse uma aceleradora, tocando um programa com startups para mim… Como eu queria isso!”

Ele pensa algo do tipo: “Preciso de novas soluções inovadoras no nosso setor, pois a concorrência começou a ganhar nosso market share” ou “Precisamos nos preparar para os desafios das novas tecnologias ou vamos morrer.” ou mesmo “Precisamos de inovações externas, pois estamos muito fechados no nosso mundo”

Então perceba que talvez as soluções dessas necessidades possam ser um programa de aceleração sim… Ou talvez não…

Por uma série de razões, específicas da empresa que quer essas soluções, pode ser que aceleração não apenas não seja a melhor solução para eles, como pode até mesmo ser uma escolha errada.

Semelhante ao que falei sobre o sucesso do cliente, quando uma empresa pensa que um hackathon irá trazer novas soluções inovadoras para problemas internos das empresas, quando na verdade o que entrega esse resultado é um programa de Open Innovation.

A mesma coisa acontece com a aceleração. Muitos esperam soluções de uma aceleradora que seu produto não é capaz de entregar, assim como muitas aceleradoras vendem programas de aceleração como soluções para qualquer coisa.

Como já disse, repito: “Aceleração de startups não é bala de prata!” Se precisar, repita isso na sua mente para não esquecer. Não tem milagre aqui.

Empresa de Inovação corporativa

Empresa de Inovação corporativa

No caso de uma empresa de inovação corporativa, como a Startadora, temos sim a possibilidade de criarmos programas de aceleração, mas não é nosso primeiro pensamento.

Nosso primeiro pensamento é seguir o que ensinamos às startups, e às grandes empresas que aprendem a pensar e agir como elas… O Needs first.

Entendendo a necessidade do cliente, focaremos no seu sucesso. Entendendo seu sucesso na jornada de inovação, veremos se temos algum produto para atendê-lo, e se não tivermos, iremos co-criar um customizado.

Somos uma caixa de ferramentas… Um lego que montamos diferente para cada cliente. Isso aumenta o desempenho do resultado e a satisfação do cliente que tem uma solução única, sob medida para sua necessidade de inovação.

Mantendo a mente aberta

Mantendo a mente aberta

Ainda que o modelo de inovação da Startadora seja as startups, nem todas as soluções para clientes tem a ver com criar startups. As vezes é só aproveitar a forma de pensar e algumas boas práticas.

Estamos convencidos que o futuro do corporate é serem empresas futurizadas, como as grandes corporações que começaram como startups.

Sendo assim a inovação é essencial, e hoje as startups são o modelo mais sofisticado de inovação que conhecemos. Porém se ele deixar de ser, e até mesmo o modelo de aceleração cair em declínio, nós continuaremos focados em soluções de inovação para o mundo corporativo, acompanhando essa evolução, e cocriando os negócios do futuro.

Não importa a evolução da inovação a Startadora estará nela.

Related Articles